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#Crítica: Katy Perry finalmente queima a peruca em convite para o testemunho de uma nova era

Você já testemunhou hoje? Witness, o quarto álbum de Katy Perry, já está entre nós e seu arrebatamento representa não apenas amadurecimento musical, mas a evolução vocal da cantora. Com um hino atrás do outro, a palavra ‘decepção’ não está escrita nessa bíblia. #TESTEMUNHEI

É inegável que, desde seu pop rock de 2008, com One Of The Boys, quando beijou uma garota e gostou, Katheryn Elizabeth Hudson vem conquistando lugar privilegiado no seleto grupo das grandes divas pop. Com I Kissed A Girl explodiu para o mercado musical a emergente e potencial artista pop. Depois, impulsionada por Hot’n Cold – a faixa era quase obrigatória nas produções de cinema da época -, Katy tornou-se um ícone mundial. Queria mais: foi consagrada, em 2010, com o lançamento oficial de Teenage Dream, um dos álbuns mais rentáveis de sua carreira. A doceira (literalmente) alcançou sucesso e prestígio, chegando a se equiparar ao maior ídolo pop do século, Michael Jackson, nas paradas musicais e vendas de singles. Um fenômeno colorido, divertido, romântico e prismático! Conhecida por músicas dançantes, Katy galgava ainda mais para sua carreira. Em 2013, com seu rugido, ganhou respeito com Roar, ‘single lead’ de uma era mais forte e confiante: nascia Prism, seu terceiro álbum de estúdio.

Era Witness: a teoria

Politizada e mais madura, Katy Perry chega ao seu quarto álbum! E, não coincidentemente, nos convida a testemunhar o renascimento de uma artista. Ela questiona: você quer se acorrentar ao novo ritmo ou continuar abitolado às distorções? Espalhados pelo mundo, seus globos de espelho anunciavam a busca de uma cantora completa e afrontosa.

Apesar de não agradar muitos fãs, Katy optou por começar a nova era com a divulgação de suas parcerias. Ícones negros, representativos, miscigenados e estrangeiros. Skip Marley, neto de Bob Marley, fruto da cultura jamaicana importada pela América, foi o pontapé inicial. E acertou muito em Chained To The Rhythm que, apesar de não mostrar musicalmente as mudanças de Katy, trouxe sua opinião diante do mundo: break down the walls to connect, inspire!

Apesar de conturbado, o lançamento de Bon Appétit também é um acerto, embora indigesto. Com Migos, grupo de rappers negros, a faixa é uma crítica à mídia que devora os artistas e, muitas vezes, desvaloriza a cultura negra do país. Além disso, a cantora quer  criticar a superexploração e sexualização do corpo feminino pelas produções fonográficas.

Com Swish Swish, colaboração com Nicki Minaj, uma das críticas ferrenhas da desvalorização dos negros no mercado musical, completa a divulgação de seus single leads. Despreocupada com as críticas, como o fez Rihanna em seu álbum ANTI, seu novo testemunho é definitivamente um acerto.

~poderia ter deixado Bon Appétit por último~

Posso ter uma testemunha?

Katy abre o álbum com a pergunta: If I lost it all today, would you stay? As 15 faixas – incluindo as já lançadas – são um convite à conexão com as descobertas de uma nova Katy Perry: sozinha e entregue a conhecer pessoas que falem através de sua mesma linguagem. Se você é fã de verdade vai perceber a evolução musical e crítica da cantora. Algumas faixas parecem ainda resquícios do Prism, como é o caso da sexy Tsunami e Pendulum. E até Into Me You See, que poderia ter saído do Teenage Dream, é uma versão mais adulta do amor e dos sentimentos na carreira de Katy. E outras parecem um pouco deslocadas: Hey Hey Hey, frenética demais, mas de-li-ci-o-sa; e Déja Vu, que é tipo “OK”! Mas que artista não carrega para o futuro as influências do passado?

Power, Roulette, Bigger Than Me, Save as Draft e a versão finalizada de Witness são, definitivamente, uma Katy Perry sedenta por inovação e provocação. Com certeza lhe causarão a impressão de que ela deveria ter aberto a nova era com estas músicas, mas, acredite: nossa testemunha guardou para os fãs surpresas impressionantes e de qualidade musicais incríveis.

Percebe-se nas faixas uma produção mais elaborada, finalização refinada e muita, mas muita ousadia. Outra marca das novas faixas são os vocais: soam mais puros, verdadeiros, carregados de sentimento e poderosos. Dá para sentir a emoção na voz ao ouvir Into Me You See e Mind Maze, canções ousadíssimas e fortes. Graves, samples, sintetizadores, ritmo, refrões pegajosos, teclado, bateria e batidões fazem de Witness uma viagem ao pop song dos anos 80 e 90, mas com novos ares.

Outro mistério são as faixas ‘target’ Dance With The Devil e Act My Age disponíveis apenas na versão americana do álbum. Mas que prometem bastante atitude da cantora.

Vamos testemunhar?

 

#TOP 5 do autor:

#1 – Mind Maze

#2 – Witness

#3 – Power

#4 – Roulette

#5 – Save As Draft

Davi Carvalho

Katy Perry me beijou em 2008 e desde então me tornei um de seus meninos. Tenho 26 anos de puros sonhos adolescentes, não consigo escolher uma música predileta da doceira e estou pronto para testemunhar que Grammy é coisa de @ que faz música pra mídia e não para os fãs.

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